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  • É preciso coragem para fazer o que gosta

    É preciso coragem para fazer o que gosta

    Fazer aquilo que gosta exige muito mais do que dedicação, talento e oportunidade. Se sentir realizado exige muita coragem também

    Texto originalmente publicado no blog O Outro Lado da Raposa

    Não deveria ser assim, mas são necessárias altas doses de coragem para fazer aquilo que gosta. Dizer isso é estranho, pois desde pequenos nós sonhamos em fazer o que imaginamos naquele momento que nos fará feliz e para uma criança inocente ser feliz não demanda coragem ou sacrifício, apenas ir e fazer.

    Mas como não vivemos em uma propaganda do Polishop, nossos problemas não acabaram, pelo contrário. Crescemos e vemos que fazer aquilo que gosta precisa sim de muita coragem.

    Recentemente a Raíssa, do blog O Outro Lado da Raposa disse em um texto sobre a crise de existência que todo blogueiro vai passar. Não vou me meter muito a macular suas ótimas palavras naquele texto que você pode ler aqui, mas de forma simples ela disse sobre a dificuldade de se fazer algo (nesse caso, gerar conteúdo) mais pela paixão, já que é difícil conseguir sucesso quando muita gente não fortalece, não ajuda nem mesmo lendo o que foi postado. Isso prova o quão difícil é lutar contra a maré para fazer o que te faz bem.

    Mas como fazer o que gosta é uma definição mais ampla do que a lista de filhos do Mr. Catra vou ser mais específico e usar a questão profissional como exemplo, algo onde todos podem se encaixar, afinal, as contas não se pagarão sozinhas e a comida não encherá nossas mesas em um balançar de varinhas como em Hogwarts.

    Exceto aqueles que por algum motivo específico não precisam sofrer muito com isso, todos nós já estamos na fase onde a preocupação com trabalho, salário e contas já martelam nossa cabeça mais intensamente do que um pedreiro no fim do expediente.

    A maioria de nós se acostumou com a visão de nossos pais de que o que importa é ganhar um salário e sustentar a família que sequer sabemos se um dia viríamos a ter, mas por amar nossos pais a gente aceita isso, engole meio que a contra gosto e aos poucos vamos nos afastando do que quer fazer, isso é ruim, bem ruim.

    Se você está feliz com aquilo pouco importa, a regra é ter um emprego e um salário. Evidente que esse pensamento não está totalmente errado, é importante sim ganhar dinheiro e como assistir séries e dormir não pode ser considerado trabalho (droga!) precisamos mesmo buscar esse caminho. Por mais romântico que seja viver bem e em paz vendendo anel de coco na praia sabemos bem que as coisas não funcionam assim. Principalmente em uma sociedade capitalista onde você é o que você possui.

    A coragem entra quando a gente decide contrariar as expectativas, as descrenças, os dedos apontando, a falta de visualizações naquele texto ou vídeo e decide ir em frente em nossas convicções. Admita, é preciso muita coragem para isso.

    Mas olha só, todo mundo tem coragem, ela sempre aparece no momento oportuno, todo mundo pode se sentir feliz e realizado com alguma atividade e agora vou sair um pouco da questão profissional. Você pode fazer algo simplesmente pelo prazer que aquilo gera, não tem problema, o importante é estar contente.

    Coragem combina com felicidade.

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  • Falta de vagas de emprego não significa falta de trabalho, segundo especialista

    Em tempos com poucas vagas de emprego, é preciso entender a evolução do conceito de trabalho para saber que existe serviço para muitas pessoas desempregadas

    Não é difícil ver que a taxa de desemprego está altíssima no Brasil. Uma basta olhada nos jornais e conversas com pessoas já é suficiente para chegar a essa conclusão.

    O que acontece é que ao contrário do que se imagina, existe sim bastante trabalho por aí. Pode soar extremamente contraditório, mas falta de emprego não representa falta de trabalho para que as habilidades das pessoas possam ser utilizadas de maneira a pagar as contas.

    O que acontece é que muita gente ainda segue extremamente preso em um conceito de trabalho que vai se transformando em uma velocidade absurda. O número de pessoas que simplesmente abandonam um emprego formal para trabalhar por conta própria é maior do que se imagina e muitas outras seguem esse caminho por não encontrarem o famoso “emprego com carteira assinada”.

    Porém, entrar nesse meio, requer um autoconhecimento e um reconhecimento de suas próprias habilidades que muita gente não tem por ter passado a vida toda tentando encontrar um reconhecimento de outras pessoas ou instituições, quando na verdade ela deveria é saber vender o que sabe fazer de uma maneira mais efetiva.

    De acordo com Rosangela Claudino, coach e psicanalista a mais de vinte anos é necessário que as pessoas saibam valorizar suas habilidades. “Quando diminuímos a necessidade de validação externa sobre aquilo que produzimos, estamos nos apropriando de algo que é nosso. Acreditando que não há alternativas além da validação de outros sobre as nossas capacidades, ficamos reféns de crises, de valores que não são os nossos, de intempéries de humor, de necessidade constante de provar competência, entre outros”, explica Rosangela.

    Entrar nesse nível de conhecimento pede bastante dedicação para se aprimorar sobre sua capacidade além de entender que falta de emprego não significa falta de trabalho, o que de fato falta é o trabalho tradicional, que durante décadas e gerações foi considerado a única alternativa para se manter.

    “É importante nos mantermos financeiramente e também saudáveis do ponto de vista físico, emocional e mental. Atualmente, as empresas e instituições são um dos caminhos, há muito tempo atrás era “o caminho”. Vamos enxergar isso como uma mudança natural e até, porque não dizer, uma boa mudança”, comenta a coach e psicanalista.

    Em linhas gerais o que a especialista tenta passar é que quanto antes o novo conceito de trabalho, as novas formas e ferramentas para ganhar dinheiro estiverem claros na mente de quem busca um emprego mais rápido ela poderá se libertar de um tipo de ideia que antigamente era considerado o único.

    “Se desafie a buscar o que pode haver de novo na sua área ou em outras áreas, em novos modelos de atuação. Assim, você poderá encontrar emprego, ou não, mas trabalho com certeza encontrará”, finaliza Rosangela.