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  • Transtorno Explosivo Intermitente – TEI

    Você sabe o que é?

     

    Você conhece ou já ouviu falar em pessoas que tem ataques de fúria repentinamente, dizem ter o pavio curto e tem explosões de violência? Ela pode sofrer de TEI.

    Transtorno Explosivo Intermitente – TEI é um transtorno relativamente novo, no DSM-V é conhecido como distúrbios de controle de impulso. Caracteriza-se por expressar-se através de explosões repentinas e relativamente breves de violência, desencadeadas por situações minimamente frustrantes ou estressantes, e isso não pode ser explicado pelo consumo de substâncias ou lesões cerebrais.

    O TEI é uma desordem comportamental, onde o controle dos impulsos e o controle emocional é afetado negativamente. Eles são desproporcionais ao estresse e não são premeditados, quando a pessoa percebe ela já explodiu.

    Todos nós podemos sim ter ataques de fúrias, porém quem tem o TEI, esses ataques são bem mais recorrentes do que o dito “normal” e com mais intensidade. Essas pessoas possuem um limite muito baixo de frustração e qualquer decepção, por menor que seja, dispara repentinamente a raiva, mesmo que segundos antes a pessoa estivesse sorrindo e de bom humor.

    Ao longo destes curtos episódios de raiva, a pessoa perde o controle parcial ou total sobre seu comportamento, e muitas vezes pode agredir verbalmente ou fisicamente as pessoas que estão à sua volta.

    As explosões de TEI são classificas entre leve e severas, as severas geralmente vem com agressões físicas ao outro.  Quando essa explosão de raiva passa, a pessoa sente um alivio por ter “descarregado” e em seguida se sente culpada pelo ocorrido e tende a pedir desculpas.

    Sintomas mais comuns

    Os sintomas geralmente são as explosões de raiva, muitas vezes por motivos pequenos, a fúria repentina, a agressão física ou verbal com duração de até uma hora. Porém como já falamos acima essa explosão não pode estar associada ao uso de substâncias (drogas licitas e ilícitas) e nem a lesões cerebrais.

    Tratamento

    O tratamento deve ser feito com medicação (normalmente estabilizadores de humor e/ou antidepressivos) e terapia, a mais indicada nesse caso é a TCC – Terapia Cognitivo Comportamental.